sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Góticos na Angola.

Saudações leitores! A pedido de um dos seguidores do Subcultura Gótica: Alba Lupus, venho escrever um pouco sobre a Subcultura na Angola.

Na África, a subcultura gótica vem tomando melhor forma desde 2000, apresentando pessoas com vestimentas diferenciadas e ouvindo músicas com caráter sombrio.



Em outubro de 2016 houve  em Viana, província de Luanda (Angola),um encontro aos adeptos da subcultura gótica das redondezas, daí em diante muitas pessoas da cidade vem se reunindo para discutir sobre ideias, colocar seus pensamentos em voz alta e aumentar o fato de que em todo lugar muitos podem ser livres para seguirem o modo de vida que desejarem. Segundo uma entrevista feita pela Tribo Urbana, do blog Pressapiente, ao jovem Kenned, no mesmo ano foram planejados encontros góticos de 2 em 2 meses na capital.

Meados de novembro do mesmo ano a Mediateca de Luanda, um espaço que contribui com a sociedade local facilitando o acesso à informação e ao conhecimento, convidou algumas pessoas para falarem sobre a subcultura gótica presente ali, o que foi muito importante para os adeptos, pois é uma forma de divulgação que pode ajudar a quebrar barreiras.

Encontro em Angola - Foto retirada do blog Pressapiente.

Algumas perguntas surgiram para mim como “Que bandas eles escutam? Será que há algo local?” “Como colocar elementos africanos na música gótica para que várias pessoas do local possam se sentir bem somando o estilo com suas raízes?’’

Bom, escutam as mesmas bandas que vários adeptos escutam pelo mundo como The Sisters of Mercy, Blutengel, Marilyn Manson, etc e obviamente devem ter suas bandas regionais, como a Declinium e a Desrroche, nas redondezas de Salvador por exemplo.


O gênero Noise, é um gênero que geralmente usa sintetizadores e outros instrumentos não muito convencionais para fazer sonoridades consideradas desconfortáveis, o que na verdade não torna sua música desconfortável, mas transforma a junção de seus elementos em uma música que pode nos arrancar da nossa zona de conforto.

Muita gente no mundo Underground usa a música noise para fazer ligações entre um gênero e outro. 
Em nosso mundo, temos algumas bandas muito conhecidas como Einstürzende Neubauten, que falando grosseiramente é uma espécie de experimental com pós-punk. A música Sehnsucht fala claramente sobre a vontade das pessoas de se afastar do caos.


De mesmo modo alguns artistas revelaram seus talentos para composições cheias de elementos sombrios e modernos mesclados com sons de natureza africana. Em minha visão o álbum abordou também sobre os povos locais. Tudo isso se faz presente no álbum Extreme Music From Africa.


Espero que a postagem possa ter contribuído mais uma vez de modo interessante para as pessoas que querem aprender um pouco mais sobre a subcultura e especialmente para as que sempre me enviam mensagens sobre a negritude dentro do movimento. Obrigada por terem paciência para aguardar algo novo. Nos comunicaremos em breve!

domingo, 15 de outubro de 2017

Resenha - Exorcismo.


O livro ''Exorcismo'', escrito por Thomas B. Allen e lançado pela editora Darkside Books em 2016 é a adaptação dos escritos de Willian Petter Blatty em ''O Exorcista', lançado em 1971 nos Estados Unidos e em 1972 no Brasil. 

Possuindo uma cruz desenhada em auto-relevo, que causa sensação de aspereza quando tocada e alguns detalhes que lembram arranhões feitos por unhas, a arte de capa já encanta o leitor que é apegado em literatura de terror.
Abrindo o livro podemos ver uma Tábua Ouija impressa acompanhada com uma Planchette que pode ser usada como marcador, lembrando que o livro já tem seu próprio marcador de cetim.


No prefácio o autor relata sobre o filme ''O Exorcista'', que também foi adaptado da literatura de Willian Peter Blatty, e todo seu sucesso. Conjuntamente relata a forma de como o autor chegou até a cópia do diário que conta cada fase da árdua jornada com a família Mannheim e que esteve escondido por muito tempo, mas foi descoberto por intervenção do destino.

Após isso temos o capítulo chamado ''Quem está aí?'', que fala sobre o início da história de Robert Mannheim, um garoto de 14 anos prestes a ser possuído por uma entidade demoníaca e sua tia Harriet, uma mulher espírita, que sabendo do fascínio do garoto por jogos o apresentou o tabuleiro Ouija, pois acreditava na comunicação com almas desencarnadas.

Coisas estranhas passaram a acontecer após o contato de Rob com o tabuleiro e é aí que a trama realmente inicia. Gritos, rangidos, batidas e arranhões começam a assustar a família Mannheim e com esses eventos acontecendo frequentemente são envolvidos no caso pastores, padres e psicólogos, todos passando por experiências assustadoras.


Ao contrário de Blatty, que moldou suas investigações em romance, Allen fez tudo de forma jornalística, separando a obra não só por capítulos, mas por datas, sendo que essas são confirmadas no diário do padre Walter Halloran, participante do exorcismo. Os acontecimentos excêntricos  descritos no livro não saíram da minha cabeça tão cedo.

A obra foi elogiada pelo casal de investigadores paranormais  Ed e Lorraine Warren, que resolveram muitos casos malignos, como o de Amityville. Parecendo ficção, o documentário envolve o leitor a cada página, acredite ele em fenômenos sobrenaturais ou não.